“Campeão Lance, dizem que ontem o senhor desafiou o Ginásio de Lota, correto?” indagou o repórter ao campeão de Johto, Lance. “Recuso-me a responder.” A voz de Lance era ríspida. “Consta que o sen
O céu azul-turquesa, uma brisa suave, e sobre o gramado algumas Caminhagrassas caminhavam lentamente, de olhos cerrados, entregues ao prazeroso deleite do sol.
A superfície azul do lago cintilava sob a luz, um lago não muito extenso, de águas tão límpidas que, sob seu véu cristalino, via-se um Magikarp vermelho deslizando de um lado para o outro; ocasionalmente, despontava também um Goldeen.
À beira do lago, um Slowpoke sentava-se com sua habitual expressão apática, a cauda submersa, o olhar perdido, como se meditasse sobre mistérios insondáveis.
Já se passavam três horas desde que ali se acomodara. Não parecia estar adormecido, pois mantinha os olhos abertos—será que não lhe ressecavam?
Não, não… Isso não era o cerne da questão.
“São criaturas mágicas? Eu acordei num mundo diferente?”
O jovem de cabelos negros repousava sobre uma toalha de piquenique, contemplando, ainda aturdido, o Slowpoke à sua frente.
Se a memória não o enganava, antes disso estava envolvido numa profunda conversa filosófica com uma jovem cosplayer de Arboliva.
Ao revisitar os fragmentos do passado, o jovem finalmente compreendeu:
“Fui atingido por um raio… Então, de fato, atravessei dimensões.”
Com um suspiro pesaroso, levou a mão à fronte, pressionando as têmporas, digerindo lentamente—por três longas horas—o turbilhão de informações que se desenrolava em sua mente.
“Que coisa estranha… Terá sido apenas minha alma que cruzou, ou meu corpo também?”
Logo se adaptou, e uma expressão curiosa e bela se desenhou em seu rosto.
Olhou ao redo