Wang Xiaojie, enquanto ajudava a irmã mais velha a tratar o pé no campo, quase acabou sendo confundido com o amante dela; tudo bem até aí, mas depois de salvar uma bela moça ainda quase foi soterrado?
“Devagar, devagar! Seu tolo, como é que você tem tanta força, como se fosse um animal?”
“Com a pele delicada da cunhada, você quase me matou de tanto me atormentar~”
“Isso, isso mesmo, aí~ ahh~”
No extenso milharal de sorgo, erguiam-se de tempos em tempos respirações pesadas e exclamações abafadas.
Vinha do chão a figura de uma mulher de uns vinte e sete ou vinte e oito anos, semissentada, o queixo levemente erguido, revelando o pescoço alvo. A camiseta branca de algodão e linho estava encharcada de suor perfumado, delineando, entre sombras e luz, suas formas encantadoras.
Dois relevos orgulhosos se elevavam com altivez, trêmulos, quase tirando o fôlego de quem os via; abaixo da cintura esguia e graciosa, como uma serpente d’água, um par de pernas longas e direitas se fechava de leve, estendendo-se para longe.
A mulher chamava-se Chen Xiuzhi, morava no extremo leste da Vila da Lua Crescente e era de uma beleza tão marcante que quase todos os homens da aldeia sonhavam em tê-la como esposa.
Mas, naquele instante, suas sobrancelhas delicadas estavam ligeiramente franzidas, os lábios vermelhos mordidos de leve, e sua expressão não denunciava se era dor ou prazer.
Ajoelhado diante de Chen Xiuzhi, Wang Xiaojie segurava-lhe um pé de jade com as duas mãos, massageando-o, todo coberto de suor.
“Cunhada Xiuzhi, assim está melhor? Vai ficar mais confortável?”
“Hmm~ assim mesmo, não pare.”
De súbito, Chen Xiuzhi pareceu tocar um interruptor invisível; fechou os olhos de leve e soltou um longo gemido trêmulo.
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