Outrora, havia assim uma fortaleza. Outrora, existia assim um grupo de pessoas. Esta fortaleza, cada palmo tingido de sangue. Estas pessoas, não retornavam sem morrer. Tudo apenas para, em meio a mont
“A comida está sobre a mesa, aqueça-a você mesmo.”
“Amanhã é o exame de despertar, não fique acordado até tarde esta noite.”
Um homem de meia-idade, trajando um terno antigo porém impecavelmente limpo, mantinha uma rosa entre os lábios e, diante do espelho, ajeitava o penteado com seriedade.
Apesar dos anos já pesarem, o rosto bem-apessoado conferia-lhe um charme maduro e singular; sobretudo o sorriso, algo insolente e despreocupado no canto dos lábios, tinha o poder de enfeitiçar até as senhoras mais experientes.
Yu Sheng estava sentado à mesa, absorto em pensamentos, respondendo ao acaso com duas palavras despretensiosas.
Preparando-se para sair, o homem de meia-idade retirou cuidadosamente um pequeno frasco de perfume e borrifou uma nuvem sutil no ar, envolvendo-se por inteiro na fragrância.
“Se não houver mais nada, vou ao meu encontro!”
“Que tenha sucesso no exame amanhã!”
Dizendo isso, saiu de casa, cantarolando baixinho.
Após a partida do pai, Yu Sheng discou um número em seu celular.
“Alô, é da polícia?”
“Gostaria de fazer uma denúncia.”
“Por volta das oito desta noite, no Hotel Sofia, quarto 302, pode vir a ocorrer um ato obsceno.”
“Sim, tenho certeza, vi o cartão do quarto dele.”
“Minha relação com ele?”
Yu Sheng hesitou por dois segundos: “Ele é meu pai.”
“Não tem problema, servir ao povo é meu dever.”
“Certo, obrigado, boa noite.”
Desligou o telefone, voltando a se perder nos próprios pensamentos.
Chama-se Yu Sheng, e aquele que acaba de sair é seu pa