(Com uma protagonista obstinada em sobreviver a todo custo x um protagonista masculino de aparência pura mas de coração sombrio? Final feliz + elementos de libertação + caso surjam dúvidas sobre certo
Zhao Mingzhu abriu os olhos aturdida, olhando ao redor, contemplando, confusa, suas mãos ilesas.
E por toda parte, à sua vista, o vermelho das sedas e os auspiciosos caracteres de felicidade.
Em sua mente, a trama desfilou automaticamente; em poucos segundos, ela compreendeu que havia transmigrado — e ainda por cima, no papel da antagonista fadada ao fracasso...
No antigo romance intitulado “Doce Amor Infinito”, a protagonista, Su Lu, era tão encantadora que arrancava suspiros dos jovens aristocratas de todas as famílias.
Entre esses homens, o mais popular era o Príncipe Herdeiro Gu Qingheng: de alma pura e nobre, portava o semblante de um verdadeiro cavalheiro, alheio ao mundo vulgar.
E, invariavelmente, surgia uma antagonista disposta a tudo para se autodestruir — ninguém menos que Zhao Mingzhu, a primogênita do Duque Protetor do Estado.
...
No coração de Zhao Mingzhu, soou uma explosão estridente!
Maldita seja, ela havia passado um dia e uma noite inteira em horas extras, e o patrão sem escrúpulos pagara-lhe com duas caixas de bolos da lua; revoltada, ela subiu ao terraço — mas não era como se quisesse, de fato, morrer!
Morreu, morreu, e ainda assim renasceu como coadjuvante destinada a morrer de novo — o que era aquilo, afinal?
Ainda atordoada, Zhao Mingzhu ouviu, de súbito, uma voz à sua frente:
— Princesa Herdeira, em que pensas?
Zhao Mingzhu respondeu, quase sem pensar:
— Penso em morrer imediatamente.
Em seguida, arregalou os olhos, fitando adiante.
No instante em que a chama da lamparina