Cinquenta anos atrás, Longcheng atravessou para outro mundo, uma solitária e destemida legião de ferro, erguendo alto a bandeira da civilização terrestre diante da aterradora maré de horrores das raça
O sol escaldante da tarde abrasava a terra.
No Nono Colégio de Longcheng, classe 6 do terceiro ano do ensino médio.
A sala de aula estava abafada como um vaporoso caldeirão.
Os alunos mal conseguiam manter os olhos abertos, dominados pela sonolência.
No púlpito, o professor brandia uma espada de combate de liga metálica numa mão e, na outra, segurava um horrendo espécime, a voz rouca de tanto esforço:
— Olhem para mim, depressa, olhem! Se não me olharem, como saberão a verdadeira aparência dos monstros?
Na última fileira, um jovem de cabelos desgrenhados despertou de súbito, soltando um grito lancinante.
Colegas e professor levaram um susto: — Meng Chao?
O rosto de Meng Chao ainda ostentava as marcas profundas do sono, expressão atônita, como se emergisse de um pesadelo interminável.
Coçou os cabelos, perscrutando o ambiente ao redor com olhos perdidos.
Ao fitar o quadro-negro, seu olhar vago subitamente se cristalizou.
O quadro estava coberto de intricados segredos de manejo da espada: análises de alavanca e torque do golpe, velocidade, ângulo e profundidade de penetração, resistência máxima da carapaça dos monstros, uma profusão de fórmulas complexas.
Tudo, questões indispensáveis para o vestibular.
No alto, duas linhas em letras garrafais:
Faltam 50 dias para o grande duelo do vestibular!
Estudem com afinco, avancem a cada dia, elevem o prestígio da nossa cidade e conquistem o outro mundo!
— Isto é... minha sala de aula do último ano do ensino médio?
Meng Chao sentia-s