Mo Han foi arrastado para um estranho mundo de sobrevivência, onde havia espíritos vingativos e criaturas bizarras por toda parte, sem comida, sem roupas quentes nem suprimentos, e o perigo de morte e
Lá fora já escurecera, e ainda caía uma chuva miúda.
No chão cinzento da sala, ardia uma vela vermelha da espessura de um pulso.
As lágrimas de cera eram belíssimas.
Deslizavam como sangue.
A luz trêmula da vela projetava-se sobre as paredes escuras, desenhando oito caracteres retorcidos.
Bem-vindo à Sobrevivência Estranha!
Mo Han encarou aquela frase.
O medo se espalhou em seu peito com a rapidez de uma gota de tinta em água limpa.
Agora.
Ele testemunhara com os próprios olhos o nascimento dessas oito palavras. Não haviam sido escritas por mão humana; eram sangue escorrendo pela parede.
E depois, reuniam-se por conta própria.
O sangue serpenteava pela superfície como se estivesse vivo, mas sempre acabava formando aquelas mesmas palavras.
Sob a luz vacilante da vela, aquelas oito grandes letras ensanguentadas pareciam ainda mais sinistras e perversas.
Mo Han recuou alguns passos.
Engoliu em seco, nervoso.
Foi então que outra linha surgiu diante de seus olhos:
Chegou algo estranho; memorize as instruções a seguir.
1. Jamais deixe a vela do quarto se apagar, ou você será devorado pela sensação de estranheza.
2. A escuridão está cheia de perigos. Você pode encontrar fantasmas, coisas estranhas e criaturas das trevas.
Mas ela também transborda de oportunidades.
Se quiser sobreviver, precisará dar o primeiro passo com coragem e avançar para a escuridão sem fim em busca de uma esperança de vida. Com sorte, talvez ainda encontre um meio de voltar à Terra.
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