Para proteger o filho que carregava, Lú Zhilin foi obrigada a se casar com um magnata insano. Todos apostavam que ela não sobreviveria até o nascimento da criança. Para garantir sua própria vida, ela
— Senhorita Lu, devido à sua condição de saúde, não podemos realizar o aborto.
Ao receber do médico o laudo que decidiria seu destino, Lu Zhilin saiu cambaleando do hospital, em fuga desordenada. Correu até um parque de diversões ao ar livre, abandonado.
O mato crescia por toda parte, meia carcaça de um antigo navio estava tomada por musgo. Lu Zhilin corria sem olhar para trás, sem se importar com o sapato perdido — pisava em pedras, a lama e o sangue sujavam seus pés alvos num instante.
A luz do sol, vindo de frente, era tão intensa que parecia querer engoli-la inteira, mas o mundo dela estava mergulhado em escuridão.
Os passos de quem a perseguia soavam cada vez mais próximos…
Tateando as tábuas, Lu Zhilin se esgueirou para dentro do navio, encolheu-se sentada, abraçando-se com força, os braços trêmulos. Um vestido branco mal cobria suas coxas, marcadas por hematomas e feridas, os olhos vendados por uma faixa de seda clara.
Frágil, parecia uma flor de vinca prestes a murchar, sem apoio onde se sustentar.
— Onde foi parar aquela ceguinha?
Um casal jovem, ofegante, entrou no local, olhando ao redor. Hua Ping abraçou o braço de Feng Chao, baixou os olhos com desdém para o salto sujo de lama e resmungou, descontente:
— Que lugar imundo, que nojo.
— E quem mandou você não cuidar dela? — Feng Chao franziu o cenho, percorrendo com o olhar o enorme e silencioso parque. Após alguns segundos, forçou um sorriso paciente e chamou: — Zhilin, querida, não faça mais isso, venha, vamos para casa.
Silêncio.
— Isto