An Wen estava radiante de orgulho; no amor com Gu Zheng, era ela quem dominava, e até mesmo o poderoso presidente executivo fazia suas vontades. Mas, afinal, tudo não passava de uma armadilha dele. El
Em outubro de 2013.
No país Y.
A chuva fina do lado de fora tocava a vidraça em pingos incessantes; separada pela cortina escurecedora de crochê, a casa estava em silêncio, e só se ouvia o “tic-tac, tic-tac...” do relógio mecânico.
Na penumbra, sobre a cama, delineava-se vagamente a forma de um zongzi: era o volume macio de um edredom.
Uma mão delicada se estendeu, tateando sem direção a cabeceira; depois de encontrar o celular, recolheu-se depressa de volta para debaixo das cobertas.
Poucos segundos depois, o edredom foi erguido.
An Wen sentou-se sobre a cama de joelhos, o cabelo desgrenhado colado ao rosto inteiro.
Ambas as mãos apertavam o celular; ela quase chorava de alegria.
Enfim... enfim havia sobrevivido ao fuso horário; se não conseguisse passar por isso, estaria arrasada.
No começo daquele ano, An Wen havia se candidatado e sido aprovada para o programa de intercâmbio de dupla graduação oferecido por sua universidade na China, e, a partir do semestre de outono daquele ano, partiria para estudar na Universidade JQ, no país Y.
O plano original de An Wen era chegar ao país Y com meio mês de antecedência para se ajustar ao fuso e ao ambiente, mas um imprevisto fez com que ela só aterrissasse ali às pressas na véspera do início das aulas.
A Universidade JQ era célebre pela carga acadêmica pesada, e assim era desde o primeiro dia de aulas; somado ao severo fuso horário e a um leve mal-estar de adaptação, An Wen não conseguia dormir à noite nem raciocinar de dia, completamente atordoada.
Só hoje,