Ela teve os ossos do fênix arrancados pela própria irmã, que lhe roubou o dom inato e a lançou no Abismo Demoníaco como se fosse um cão! Mas, contra todas as expectativas, ela não morreu—ao contrário,
— Corram, filhote! Depressa! Arranque-lhe a pele! Mordam-lhe as mãos e os pés!
Na arena, um grupo de jovens ricamente vestidos ocupava os assentos mais altos, olhando para a praça lá embaixo com olhos cheios de excitação.
Alguns cães ferozes de fogo negro cercavam uma jovem ensanguentada, bloqueando qualquer rota de fuga. A jovem, desesperada, tentava correr, mas logo um dos cães a agarrou pelos ombros, arrancando-lhe um grande pedaço de carne.
Ela cerrou os dentes, suportando em silêncio uma dor avassaladora. Ergueu o rosto, o sangue escorrendo e encharcando-lhe toda a face, e seu olhar passou um a um sobre cada rosto daqueles que a assistiam.
Jamais esqueceria aqueles que a torturavam todos os dias. Quando surgisse a chance de escapar daquele inferno, faria todos pagarem mil vezes mais caro.
— Hahaha! — a dona dos cães, uma jovem de dezoito anos chamada Bai Lú, ria satisfeita. — Muito bem! Podem devorar à vontade! Logo ela vai regenerar tudo, essa aberração.
Bai Lú estava rodeada por outros jovens de sua idade, rapazes e moças.
— Bai Lú, como é que a família imperial produziu um monstro desses?
— Pois é. Da última vez, minha fera de estimação arrancou-lhe um pé e, em quinze dias, ela já estava inteira de novo.
— Um ser desses devia ser jogado no Abismo Demoníaco, igual àqueles malditos do povo demoníaco!
O rosto de Bai Lú se fechou de desgosto.
— Família imperial? Só porque uma mulher vulgar seduziu o imperador e gerou essa bastarda! — Bai Lú rosnou. — Aquela mulher desprezível envergonhou minha tia, a i