Jiang Ling, formada em agronomia, após um acidente de carro, atravessou para um pequeno vilarejo no continente dos orcs e acabou se tornando uma pessoa sem registro. Neste lugar, as pessoas se dividia
Num arrozal, um rapaz de chapéu de palha gasto e roupa áspera de cânhamo arregaçava as mangas. Curvado, empunhava a foice e ceifava com agilidade as espigas douradas.
A cada toque naquela abundância madura, o sorriso em seu rosto se alargava ainda mais.
Que maravilha. Este ano também seria de fartura.
Tempo bom, chuva na medida certa, comida e bebida sem preocupação.
— Líng!
Uma voz clara soou.
Só então o rapaz ergueu a cabeça. Os olhos, negros como tinta, brilhavam com uma vivacidade encantadora, tão resplandecentes quanto as estrelas do céu, capazes de arrebatar quem os visse.
Jiang Líng varreu os arredores com o olhar, mas não havia ninguém. Franziu o cenho. Teria ouvido errado?
Sem dar mais importância ao assunto, Jiang Líng voltou ao trabalho. O avô tinha dito que hoje a colheita precisava ser concluída a qualquer custo, ou no dia seguinte choveria.
Seria uma pena se o arroz, tão bem cultivado, acabasse encharcado.
Àquela altura, Zhao Tu, escondido no meio da densa plantação de arroz, sentia-se bastante contrariado.
Tsc! Ele mal tivera a chance de voltar da cidade e, tendo pensado em ir vê-la primeiro, descobrira que ela o ignorara por completo, ocupada apenas com a própria colheita. Aquilo era insuportável.
Zhao Tu, furioso, bateu o pé e correu até a frente de Jiang Líng. Ali mesmo, rolou várias vezes diante dela, achatando as espigas.
Jiang Líng fitou, espantada, o coelho gorducho revirando-se à sua frente, e sua expressão tornou-se cada vez mais estranha. Depois de hesitar, perguntou: