O mundo está em queda livre; quem será capaz de sustê-lo? Quando o céu e a terra geram monstros malignos, o sacerdote se destaca pela sua retidão. Sou Yi Chen, Chen da poeira, também conhecido como Yi
Ano oitavo da era Qingli, outono.
Condado de Fengyun, Rua dos Tesouros.
Naquela manhã, a rua fervilhava de transeuntes, vozes se entrelaçando em alvoroço, carruagens e cavalos desfilando sob a luz diáfana. No centro daquela azáfama, uma pequena multidão se aglomerava ao redor de uma barraca singular, exclamando em vozes curiosas e espirituosas, para logo depois dispersarem-se, seguindo seu caminho.
À margem da rua, sentado em posição de lótus, encontrava-se um jovem taoísta. Era homem de estatura esguia, traços austeros, sobrancelhas como lâminas e olhos cintilantes; o peito vigoroso arqueava o manto monástico. Ao seu lado, repousavam uma gaiola de ferro e uma tábua de madeira.
Dentro da gaiola, um imponente galo bicava grãos de painço de uma tigela de porcelana verde-celadon. Ao lado, um letreiro de madeira, traçado a pincel, ostentava em onze grandes caracteres: “Vende-se Galo do Soberano, cem taéis, não se aceita pechincha.”
Naquele instante, alguém do público exclamou, zombeteiro: “Mestre taoísta, por que não nos mostra as habilidades desse Galo do Soberano?”
A tais curiosos, Yi Chen permaneceu em silêncio. Apenas retirou de debaixo de si outra tabuleta, exibindo oito caracteres: “Vendo somente ao predestinado, venha quem desejar.”
A multidão ia e vinha, muitos observavam, mas nenhum comprador se apresentava.
Foi então que, entre os curiosos, Wang, o abastado dono da loja de antiguidades, semicerrando os olhos, notou a tigela celadon de onde o galo comia. Rompendo o círculo, declarou: “Mestre taoísta, de fato, este Galo