Um grupo de dragões, sentados em banquinhos, assistia dia e noite à série “Jogo dos Tronos”. Os grandes druidas élficos eram levados às lágrimas pela emocionante história de “Sempre ao Seu Lado”. Huma
— Alteza, estes são os últimos humanos sobreviventes desta aldeia.
A consciência de Josué estava um tanto turva; ele apenas ouvia alguém chamar por ele ao seu lado, uma voz grave, mas carregada de preocupação.
— Alteza?
Finalmente, suas lembranças começaram a clarear. Uma criatura de aspecto aterrador estava de pé ao seu lado, e aquela voz atenciosa vinha justamente de sua boca.
Zenas, o Demônio dos Pecados.
O nome dessa criatura emergiu na mente de Josué, e, surpreendentemente, ele não sentiu medo diante daquele ser de aparência tão terrível.
— Os humanos que sobreviveram...
Instintivamente, Josué olhou na direção indicada pela criatura. O fogo envolvia tudo ao redor, o solo estava coberto de cadáveres, e o ar era impregnado por um cheiro indescritível de sangue e carvão.
A aldeia acabara de ser palco de um massacre.
Os poucos aldeões sobreviventes estavam amarrados e reunidos por uma planta coberta de espinhos. As roupas que vestiam não eram nada familiares para Josué; ao contrário, lembravam os trajes europeus da Idade Média.
— Alteza! Conforme vossa ordem, todos os bandidos que saquearam este vilarejo foram mortos. Deseja que exterminemos também estes aldeões?
Zenas, o Demônio dos Pecados, falou mais uma vez. Ele tinha quase dois metros de altura, e seu corpo parecia uma fusão entre leão e lagarto; de sua boca, escapavam labaredas de fogo verde-escuro enquanto falava.
Suas mãos, cobertas de escamas, empunhavam uma lança de lâmina dupla, cujo metal era banhado por um líquido semelhante a magma.