O livro físico já está à venda e pode ser adquirido em diversas plataformas pesquisando pelo nome do autor. As famílias Song e Jiang mantêm uma amizade de gerações, e antes mesmo do nascimento de Song
“Anciã, o senhor voltou.”
“Anciã, o senhor realmente voltou…”
Uma voz grave e envelhecida explodiu junto à portaria do Solar do Marquês de Chengyang, e logo todo o séquito do pátio exterior caiu numa agitação desordenada.
A Senhora Jiang, matriarca da família, conduzia as damas do Solar para ouvir ópera no Jardim das Magnólias, quando viu uma velha ama, lágrimas correndo pelo rosto, arrastando-se até elas.
O choro, pungente e excitado, inspirava compaixão; antes mesmo que pudesse organizar os pensamentos, Song Wan viu dois vultos adentrando pelo portal.
O homem ao centro era alto e esguio, as sobrancelhas desenhadas como lâminas.
Ainda ostentava aquele porte de jovem distinto, cortês e refinado, mas já não mais o rubor e a timidez de outrora; agora, carregava a firmeza e o rigor de um homem feito, qual espada recolhida na bainha, contendo o ímpeto da lâmina.
“Yi’er.”
A Senhora Jiang avançou, envolvendo o neto legítimo do Solar num abraço apertado.
O homem consolava a avó em voz baixa; ao erguer o olhar e encontrar Song Wan, deteve-se, surpreso.
Song Wan curvou-se em saudação, a mente tomada por pensamentos dispersos.
Por gerações, as famílias Jiang e Song mantinham laços estreitos; ela conhecia Jiang Xingjian há doze anos, desde a infância, e tinham um compromisso firmado desde cedo. Desde os seis anos, quando começou a aprender letras e artes femininas, era diariamente instruída pelas amas do Solar, preparando-a apenas para um dia ser esposa da família Jiang.
Ninguém poderia imaginar: seis anos atrás,