Li Yuan, um humilde cultivador da Montanha Guangyuan, percorreu uma vida marcada por adversidades na busca pela verdade e pelo caminho do Dao: durante o estágio inicial de refinamento do Qi, quase tev
Montanhas Guangyuan, Portão Qiling.
Um bando de graciosas garças-brancas voava preguiçosamente sobre o cume, enquanto o som etéreo de um sino despertador ressoava pela floresta envolta em tênue neblina. Na clareira situada à meia encosta, um grupo de sacerdotes trajando vestes daoístas exercitava as palmas em movimentos ritualísticos.
À frente, o sacerdote de meia-idade trazia as têmporas disciplinadamente presas sob a coroa daoísta. Suas mãos e pés, ao se elevarem e pousarem, evocavam a fluidez das nuvens e da água, transmitindo aos olhos de quem via um conforto inominável.
Já os jovens sacerdotes que formavam seu séquito revelavam-se aquém daquele domínio: a maioria imitava apenas a forma, sem capturar o espírito.
Na última fileira, um jovem de feições delicadas e olhos arqueados, de notável elegância, executava com esmero a técnica ancestral das palmas do qi místico, legada pela seita.
Tal era o costume do clã: nas manhãs do primeiro dia lunar, logo ao romper do dia, um ancião guiava, e todos os discípulos, exceto aqueles incumbidos de grandes responsabilidades, deviam reunir-se na plataforma de ensino do Pico Qi para praticar, por meia hora, a técnica das palmas do qi místico.
Li Yuan, conquanto não compreendesse a razão de tal tradição arcaica, limitava-se a obedecer. Afinal, não passava de um discípulo obscuro sob a tutela do Pico Ling; cabia-lhe apenas seguir as ordens.
“Dong—”
O soar do sino do alto da montanha indicava que já era o terceiro quarto do período Chen — exatamente o tempo exigido para três repetições do