Yang Decheng, um dedicado trabalhador comunitário, por conta de sua atuação exemplar, acaba inesperadamente transportado para a antiguidade, tornando-se o filho ilegítimo menosprezado da família Ding,
“Dum, dum, dum”, Yang Decheng subiu até o sétimo andar e, ofegante, bateu à porta.
Lá de dentro ouviu-se um estrondo, como se algo tivesse caído no chão, e então tudo ficou em silêncio. Yang Decheng encostou o ouvido na porta, prestando atenção, mas continuou a bater.
Passou-se um bom tempo até que uma voz tímida de menina veio do interior: “Não tem ninguém em casa.”
Yang Decheng conferiu atentamente a lista em suas mãos, verificou o número do apartamento e elevou a voz: “Companheira Douradinha, não tenha medo, pode sair, eu não sou mau, sou do bairro, vim para fazer alguns procedimentos necessários para a ‘assistência social’ da sua família.”
Silêncio total lá dentro. Yang Decheng, sem alternativa, começou a bater com mais força, quase arrombando a porta.
Era mesmo um caso complicado: a verba da assistência social já havia sido liberada, mas, para receber, era necessário recolher dos beneficiários os documentos da assistência, identidade e a caderneta bancária onde só restavam alguns trocados, a fim de processar a aprovação e o repasse. Quase todas as famílias já haviam entregue os documentos, restando apenas poucos casos problemáticos, como o daquela menina, que sofria de um sério quadro de autismo.
Não se sabe por quanto tempo ele ficou ali, até que finalmente ouviu-se outra voz lá dentro: “Quem é você?”
Yang Decheng engoliu seco e respondeu em voz alta: “Sou do bairro, por favor, entregue sua identidade, documento da assistência e caderneta, assim posso regularizar tudo e garantir seu dinheiro. Caso contrário, você não vai re